Educação à distância – esperança e motivação

Por Geraldo Batista, VP de Operações da SysMap Solutions.

Dia destes, ao final da minha jornada diária de trabalho em casa, no meio de um turbilhão de más notícias sobre a pandemia COVID-19 e o ambiente político no Brasil, assisti a uma entrevista do professor Leandro Karnal a um canal de notícias, que pode ser vista abaixo:

Já no término da entrevista, uma das entrevistadoras perguntou: “Karnal, o que a gente faz com a esperança?”

A pergunta tinha muito sentido naquele momento. Foram quase duas horas de conversas dele com quatro entrevistadoras, jornalistas do canal. Percebi, que mesmo sendo elas portadoras e potencializadoras de centenas de más notícias diárias, estavam, todas elas, cansadas daquele ofício. A pergunta me pareceu quase uma confissão de culpa. Segue aqui alguns trechos da sua resposta:

 “A pessoa que tem esperança age.”

“Esperança é você se casar, apesar das estatísticas.”

“Esperança é você colocar, diariamente, um creme no rosto. É de uma esperança otimista fantástica, sabendo o final da história, que você será um cadáver hidratado.”

“Sem essa esperança não se sai da cama pela manhã.”


A esperança no Bootcamp SysMap Salesforce.

Foi a esperança que levou mais de 15.000 candidatos se inscreverem, em 2 semanas de janeiro deste ano, na seleção em um bootcamp remoto para formação de 100 desenvolvedores, concorrendo a 30 vagas de trabalho.

Mas esta esperança foi por terra para metade dos candidatos, quando viram que teriam que se submeter a provas para avaliação dos seus conhecimentos e habilidades. Não fizeram ou não concluíram as provas de seleção.

Dos aproximadamente 8000 que concluíram as provas, selecionamos os 200 melhores para novas entrevistas e matrícula no bootcamp. Sabíamos que mais desistências aconteceriam. Foram matriculados 151 alunos. 49 desistiram nesta etapa.

O bootcamp já ultrapassou a metade do conteúdo previsto. Aproximadamente 115 alunos persistem no desafio de concluir o treinamento, obter uma certificação com validade internacional e se qualificar para uma das vagas de programador prometida.


Há inúmeras razões para minar a esperança...

Não consigo prever quantos irão até o fim. Há inúmeras razões para minar a esperança. As interferências na atenção dentro de casa, a dificuldade que temos em iniciar (“pegar no tranco”) uma tarefa de autoestudo, a sensação de que não está conseguindo evoluir como os demais colegas, as variedades de opções melhores do que fazer, a procrastinação, etc,etc…

Me animo e me emociono quando vejo que muitos estão agindo para manter acesa a esperança. Que se saíram melhores no segundo simulado do que no primeiro. Que criaram um grupo para troca de mensagens, paralelo ao fórum do bootcamp. Ali se sentem mais confiantes em expor suas dúvidas, fraquezas e conquistas. Perceberam que o melhor caminho era ajudar um ao outro. Que a principal conquista será conseguirem a certificação. Que o emprego será uma consequência.

De forma descomprometida conseguimos nos inserir neste grupo de mensagens. Estamos ali, apenas observando em que podemos auxiliá-los a chegar ao final do desafio. Não fazemos críticas, não julgamos, mas agimos em tudo que entendemos que está ao nosso alcance para melhorar, dando dicas e alterando a estruturação das aulas.

Manter a motivação do grupo é fundamental para que a esperança não se desfaça.

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